sábado, 1 de junho de 2013

In memoriam

C'est fini.
Acabou-se a jornada deste blogue. As postagens ficam aqui para recordação.
Obrigado a todos que seguiram estes trilhos errantes.

domingo, 22 de abril de 2012

A literatura no cadafalso

 A morte tem sido tema constante da literatura. Desde os autores clássicos até o neófito blogueiro, todos que se aventuram a escrever uma linha de texto acabam um dia se voltando a essa questão. O fim da vida, mais do que ela própria, é um fardo a pesar sobre cada ser humano, quando ele descobre ser menos longevo que um quelônio.
A angústia maior, para muitos, é não saber quando será esse dia. Ah, se pudéssemos prever a data de nossa morte, dizem eles, tudo seria tão menos doloroso! Será? Quanto de sofrimento seria poupado se tivéssemos, carimbado no traseiro, nosso prazo de validade? Acredito que muito pouco. Acho até que o sofrimento seria redobrado, e passaríamos a vida olhando para um espelho, não procurando rugas ou cabelos brancos, mas observando esse carimbo fatal e questionando o que poderíamos fazer para prolongar esse tempo ou para aproveitá-lo melhor.
Os condenados à morte devem conhecer muito bem essa angústia. Eles foram agraciados com o conhecimento maior; eles têm, tatuada no coração, na mente, no espírito, a data exata de seu extermínio. E tenho certeza de não estar falando besteira ao afirmar que eles não são mais felizes do que nós, mortais ignorantes.
Na literatura há muitos casos de autores que viveram eles próprios essa situação, ou a presenciaram, ou a imaginaram. E qualquer leitor que tenha entrado em contato com a obra deles deve saber que essa experiência não tem nada de confortador.
No primeiro time, daqueles autores que tiveram o privilégio de encarar a morte pré-datada, a maioria não sobreviveu para contar como foi. Há, no entanto, o caso de Dostoiévski. Condenado à morte por conspiração, ele foi levado diante do pelotão de fuzilamento e, no instante derradeiro anterior ao tiro, ficou sabendo que

terça-feira, 27 de março de 2012

Trilhos de Damasco

Uma pausa pros nossos comerciais. Esta postagem é para divulgar meu outro blogue, No caminho de Damasco. Ainda não espalhei a notícia pra todo mundo, até porque ele está meio fraquinho, com poucos textos. Mas quem quiser já pode acessar.

Uma das muitas coisas que me aconteceram de um ano pra cá foi o fortalecimento de minha fé em Deus e em Jesus Cristo, que, apesar de nunca ter sido demonstrada com o fervor necessário, sempre esteve presente, mesmo nos piores momentos de minha vida. O problema é que antes era uma fé marginal, jogada na sarjeta de meu coração e só relembrada quando era de meu interesse. Mas já há alguns meses venho lendo diariamente a Bíblia, venho fazendo minhas orações e tentando ser uma pessoa melhor. Eu inclusive me tornei membro da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo.

Tenho me sentido tão renovado e tão revigorado que só tenho a agradecer a Deus por tudo que recebi na vida. Entre as muitas dádivas que recebi está o dom da escrita. Por isso criei o No caminho de Damasco, pra usar esse dom a fim de louvar e enaltecer aquele que me deu todas as coisas.

É claro que tudo aquilo que escrevo (e tudo, tudo que faço, principalmente) deve passar pelo crivo da minha consciência cristã. Não preciso nem devo estabelecer um limite espiritual em minha obra: escrever bobagens e ofensas no Trilho das Letras e fazer o papel do bom samaritano no No caminho de Damasco. Nada disso. Tudo o que eu passar a escrever aqui no Trilhos com certeza vai ter a inspiração divina, tanto quanto os textos do Caminho (nossa, nem tinha notado a semelhança entre os nomes).

O limite que estabeleci entre os dois blogues é apenas de conteúdo. Um conto, um poema, uma resenha ou qualquer artigo que não tenha exatamente tema religioso virá pra cá. E lá ficarão os essencialmente espirituais, embora eu ache que um conto, por exemplo, se for inspirado por Deus, como os meus serão, mesmo que não trate explicitamente do divino, traz na sua essência o Deus da criação.

Sei que muitos de meus antigos leitores vão me olhar torto: virou crente, vai perder a potência artística e o vigor literário (se é que um dia eu tive). Ora, não me venham falar que arte e religião são duas entidades que não se bicam (o mesmo é dito da ciência e da religião, o que acho uma grande besteira). Vocês já ouviram falar de Vincent van Gogh? É um certo holandês que entre a pintura de um girassol aqui e de um trigal ali dizia coisas como: "Procure entender a fundo o que dizem os grandes artistas, os verdadeiros artistas, em suas obras-primas, e encontrará Deus nelas" (trecho tirado do meu texto Epístolas de Van Gogh).

Por isso, convido-o a continuar lendo os textos que publico aqui e a acompanhar meu outro blogue. Puxa, e seria tão bacana e tão recompensador se, após aceitar esse convite, você aceitasse o de conhecer aquele que, por amor, deu a vida para nos libertar de todo mal: Jesus Cristo. Ele estará presente em todos os meus textos e isso fará a diferença em sua leitura.

segunda-feira, 26 de março de 2012

De volta

Enfim, tô voltando à ativa aqui, no Twitter e no meu outro blogue, No caminho de Damasco.

Sem explicações fui e sem explicações volto. Só afirmo que não morri, nem pretendo por um bom tempo. Aconteceram tantas coisas durante esse período que, se fosse listar tudo, seria um romance, não uma postagem informal num blogue informal.

É claro que os poucos leitores deste blogue aqui já sumiram todos. No problem, guy.

Estou quase me encaixando no perfil exigido pelo Rilke. Quase. Mas chego lá.

Otimista, pra lá de otimista, apesar de tudo. Mas pessimista com muita coisa, apesar do otimismo.

Vamos lá. Agora é pra valer. Não vou mais abandonar a escrita.

Tá bom, eu sei que não ia comentar nada de novidades, mas vai lá, só esta: Tenho um romance em andamento. Algumas páginas por enquanto, mas agora sinto que vai. Estou escrevendo sem pressa, estabeleci um prazo de um ano e meio, no máximo dois, para terminá-lo.

Então, até mais! Volto logo dessa vez!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aviso ao leitor

Desculpe-nos pelo transtorno: Autor em manutenção para melhor atendê-lo.
Em abril voltaremos com novidades.